quinta-feira, 17 de setembro de 2009

E Depois querem que eu duvide da Revolução

Enquanto este sonho acompanhar o sonho das crianças, ainda há Esperança...



"Oscar David Montesinos, um menino de 10 anos, tornou-se um símbolo da resistência ao golpe que derrubou, há dois meses, o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya. Em um domingo, num show que reuniu milhares de pessoas em Tegucigalpa, capital do país, Oscar fez um discurso que é de deixar qualquer um de queixo caído, não apenas pelo conteúdo como pela capacidade oratória e carisma. Vê-se que não é um texto decorado e impressiona a articulação de sua fala.
Ele bate duro no presidente golpista Roberto Micheletti: Micheletti que te vas, que te vas!"

Video e descrição retirados do blog do Brizola Neto.
http://tijolaco.com/

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

4º Motivo da Rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

[Coisa de Cecília Meireles]

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Aos meus amigos Loucos e Santos

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça”.

[coisa de Oscar Wilde...]

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Praqueles Amigos...

[título descaradamente roubado de um deles...]

Tentei descrever amizade
Não encontrei substantivos comuns, nem abstratos
Só me vieram à mente
Sujeitos incomuns, de nomes próprios e predicados
Não precisei de criatividade
Listei os amigos que a vida trouxe
E me levou a saudade.

Tem os de perto
Que a gente despreza e nunca tem tempo
Mas sempre liga quando precisa ligar.
Tem os de longe
Que a gente queria estar perto
Pra dividir segredos, prantos e cantos.
Tem os de muito tempo
Que o tempo levou pra longe
E a vida de vez em quando traz.
Tem os de pouco tempo
Que a gente pensa que conhecedavidatoda
E que o tempo nem faz diferença.
Tem os que a gente vê de vez em quando
Pra esses o tempo nunca passa
A alegria do encontro é sempre de primeira vez.
Tem os de infância
Que dá saudade lembrar
Das peripécias, das frutas roubadas do pé.
Tem os do peito
De quem o peito dói de pensar
Que um dia não estarão mais aqui.
Tem os que você moraria junto
Esses são confluências de alma
Essa coisa de família mesmo
Tem os que lutam contigo
Esses trazem a estrela da lealdade
E o objetivo de alcançar os sonhos.


Enfim... tenho muitos amigos...
Não poderia nomeá-los,
Talvez juntá-los com discos e livros
Em uma casa no campo.
Mas todos estão em algum lugar desses versos
De todos carrego um pedaço comigo
São parte do que me torno a cada dia.
Continuo evitando as despedidas
Pra que possa senti-los sempre perto
São almas puras, as puras almas que me entendem...

No final da descrição
De pensar descobri
Que amizade = a amor
Um amor gostoso e sem fim...


[coisa minha... Julho 2009]
"Nesses versos perdidos,
Muitas vezes sem sentido,
Preencho o vazio calado.

Perdido nesses versos,
Imerso nos pensamentos,
Suspensos meus sentidos.

E falo quando canto
E ouço quando pranto
E vejo quando ombro
E sinto quando espero

E espero…
Sem sono, com pulso e razão
A minha alma alegrar-se
Nesses versos sentidos
Praqueles amigos"

Gustavo Siqueira


[coisa de GuGui... meu pivetinho preferido...]

sábado, 1 de agosto de 2009

Recados...

No bar, Quintana
Drumond, na cama
De Barros faz compra
Romano encanta
E se há dúvida... Neruda!

Por ser Jesus, um Bispo
E por que não um Padre?
Pra acabamento da arte
Uma dama Feliz.

Na poesia que ninguém explica
De métrica imprecisa,
Está a tríade que ninguém construiu
As memórias de dias
Que fascinam por si e só.

[coisa minha... fevereiro de 2009]


O terceiro elemento era o ar.
Chegou como brisa
Invadiu a casa
Espalhou sentimento
E foi embora com o vento.
Não sabia ser esse tal de elemento.

[coisa minha... julho de 2009]

Para os dois elementos... dois pensamentos...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Parafraseando Cazuza...

Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida...

Confesso que não tenho muita paciência pra falar de mim. Talvez por não ter muito saco pra auto-análise é que eu seja feliz, simplesmente porque decidi não teorizar nem burocratizar a felicidade.
Felicidade é bom, mas às vezes irrita, aí vem os momentos de agonia pra trazer de volta o equilíbrio e lembrar como é bom ser feliz. O fato é que quando se é feliz tem-se uma facilidade grande de atrair pessoas que ainda presas a padrões de felicidade, irritam-se quando não se percebem felizes e acabam se afastando de você.
Tudo bem, a vida sem dialética também não tem graça!
E é por isso que contradizendo o que eu sempre digo, resolvi me mostrar um pouco mais nesse blog; escrever algumas coisas minhas pra ver se não me sinto um plágio tão grande dos poetas.
Ah, os poetas... eles me decifram mais do que eu a mim mesma... fui escrita numa espécie de código antigo que só as almas profundas mesmo... [mas esse é um outro capítulo]
Esses dias (em abril ou maio) revi metade da minha vida nas letras de Cazuza e entrei em ebulição vendo um DVD. Resolvi parafraseá-lo aqui:
Não me elegeram a Garota do Fantástico,
Me sinto um museu de grandes novidades.
Sou exagerada até nas coisas mais banais,
Pra mim é sempre tudo ou nunca mais.
Mentiras? Só as sinceras me interessam.
Lavando a cara de manhã, pergunto pro espelho:
Por que a gente é assim?
Eu sei, eu não posso causar mau nenhum,
Mas tudo bem, eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou!
Quem sabe ainda sou uma garotinha, esperando...
Pequenas porções de ilusão...
Bobeira não viver a realidade!
A vida é louca e breve!
Quem tem um sonho não dança,
Então eu fui alistada pela Faculdade.
Pude seguir a minha estrela,
Ganhar ou perder, sem engano;
Não há promessas, é só um novo lugar.
Hoje, mudo plantas de lugar,
Nadando contra a corrente
Pra exercitar o músculo que sente.
Meu cartão de crédito é uma navalha
Mas de vez em quando tenho tempo pra cantar,
Transformar o tédio em melodia
Deixando escapar segredos...
A nossa música nunca mais tocou,
Mas essa é a vida que eu quis!
Raspas e restos me interessam!
Meu pai dizia: Jovem, você está muito avançada!
Ele via o futuro repetir o passado
E eu acreditava: A sociedade está pronta pra ligar o alarme.
Hoje vejo que a poesia a gente não vive
É só a mentira que a minha vaidade quer.
Jovem, você votou errado!
Meu partido é um coração partido...
Desperdicei o meu mel entre os meus inimigos, beija-flor
E os meus inimigos estão no poder.
Pois assim se ganha mais dinheiro...
Eu vejo grana, eu vejo dor
E nessa novela eu não quero ser seu amigo.
Mas, Ideologia?! Eu tenho uma pra viver!
Vem comigo, no caminho eu te explico, vai ser divertido!
Não ligue pra essas caras tristes
Cada aeroporto é um nome no papel...
O dia faz tudo pra ficar infinito
E viver só é bom nas curvas da estrada.
Partida e chegada, despedidas desnecessárias
Ninguém vai nos perdoar, mas nosso crime compensa.
Vivo pra que qualquer um na rua, beija-flor, possa não viver.
Pra que o Brasil não precise de sócio, nesse novo negócio...
Pro dia nascer feliz e não viver da caridade de quem me detesta.
Confie em mim! E agora vambora...
Eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo
Pra ninguém precisar mendigar, roubar, matar
Pra poder usar de tanta Educação,
Ser pão, ser comida e algum trocado pra dar garantia.
Eu sou poeta e to aprendendo a amar...
Tranqüilo? Só se for com sabor de fruta mordida.
Café sem açúcar, dança sem par...
Solidão que nada! Não me avise quando for embora!
Odeio amor inventado...
Quero todo amor que houver nessa vida!
Matar a sede na saliva com mil rosas roubadas
Nem sempre a dois, mas com tanta coisa em comum
Segredos de liquidificador: chora e se abre, acaba e reata comigo
Paixão cruel desenfreada, exagerada...
Destinos não são traçados na maternidade.
Por enquanto vou fechando e abrindo a geladeira a noite inteira
Fantasiando em segredo o ponto onde quero chegar.
Me dá um medo...
Para um plágio descarado até que ficou bem original!!!
[coisa minha... abril/maio 2009...]