sábado, 3 de novembro de 2012

Foi, não deu...

Ei, tentei
Disparei meu coração
Foi, não deu
A mim devida atenção
É, de Deus
O futuro incerto então
Pois, Já tem
Alguém me segurando a mão...

[coisa minha em agosto de 2011, no tempo em que os amores iam e vinham. O título poderia ser tranquilamente a fila anda num jeito meio Los Hermanos...]

Doida

Eu sempre fico me perguntando
por que eu escrevo e paro?
e volto e paro?
prometo que escrevo e não cumpro a promessa.
A verdade é que a escrita me liberta...
Eu nunca sei porque paro,
mas sempre sei porque escrevo
Eu sempre sei que meus anseios
Ganham vida no papel.
Hoje senti saudade
Senti sentido doído
Doido sentindo ído
doidice sentida isso...

[coisa minha em 02/11/12, coisa de quem vai e volta e vai]

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Não sou oito, sou oitenta!
Sou mulher, bicha guerreira
Sou forte, sou intensa
Sou amor, carinho e fogueira
Tenho um sangue que me esquenta
É calor, coração e brabeza


[Coisa minha com mania de intensidade em 16/06/11]

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Poesia para dia de domingo

Gosto das que fluem espontaneamente
Quando a cabeça começa a girar em rimas
As paredes e os versos me acompanham
Minhas contradições ficam explícitas
Tento, por tudo, ser prosa...
Mas razão é sensação infinita
Sentimento precisa de métrica
Pra dizer o que não diz a vida

As certezas são todas fulgázes
Meus pudores perdidos
Meus desejos vulgares
Só o suor me acaricia o corpo
Troco as coisas em seus lugares
Nada de amores, nem sonhos, idealizáveis

Resta-me uma última opção
Ao decifrar o que não tem sentido
Rabiscar as linhas que me atormentam
Que só me acontecem nos dias de domingo

[Coisa minha em 06/06/11]

Por Hoje

Hoje quero amor sem pressa
O cheiro suave
A demora da espera...
Hoje quero dos toques, os mansos
Dos beijos, os profundos
Quero tudo, em múltiplos.
Quero sua alma por inteiro,
Quero seu sabor,
Quero seus medos.
Quero-te no íntimo
A desvendar meus segredos.

[Coisa minha em 02/04/2011]

As Três Estrelas...

Existem três estrelas numa constelação 

Essa constelação é chamada de sonho

Tem a duquesa como nome e a simplicidade como essência 

Essas estrelas guiam os pobres mortais (inclusive reis, magos, etc.)

Homens, mulheres e crianças se inclinam diante do seu brilho

Brilha mais que todas as luzes do mundo

Capaz de fazer sorrir o mais rancoroso dos seres

E como se tudo isso fosse pouco

Essas estrelas são vermelhas.

Vermelhas de luta, paixão e igualdade!

Viva as estrelas, viva!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Efêmera...

Efêmera...
como tudo o que brota, um fim
fim que corta, que sangra
um ardor que sacode o peito.
Não porque morrer deve ser ruim,
talvez porque a consciência da finitude deva doer.
Preparação, não existe
Fomos criados para ser eternos
Nossa cultura não nos permite
partir sem deixar lágrimas...

[coisa minha tentando transformar a tristeza em arte mais uma vez... ]
Te amo, Vó!