quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Nesses versos perdidos,
Muitas vezes sem sentido,
Preencho o vazio calado.

Perdido nesses versos,
Imerso nos pensamentos,
Suspensos meus sentidos.

E falo quando canto
E ouço quando pranto
E vejo quando ombro
E sinto quando espero

E espero…
Sem sono, com pulso e razão
A minha alma alegrar-se
Nesses versos sentidos
Praqueles amigos"

Gustavo Siqueira


[coisa de GuGui... meu pivetinho preferido...]

sábado, 1 de agosto de 2009

Recados...

No bar, Quintana
Drumond, na cama
De Barros faz compra
Romano encanta
E se há dúvida... Neruda!

Por ser Jesus, um Bispo
E por que não um Padre?
Pra acabamento da arte
Uma dama Feliz.

Na poesia que ninguém explica
De métrica imprecisa,
Está a tríade que ninguém construiu
As memórias de dias
Que fascinam por si e só.

[coisa minha... fevereiro de 2009]


O terceiro elemento era o ar.
Chegou como brisa
Invadiu a casa
Espalhou sentimento
E foi embora com o vento.
Não sabia ser esse tal de elemento.

[coisa minha... julho de 2009]

Para os dois elementos... dois pensamentos...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Parafraseando Cazuza...

Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida...

Confesso que não tenho muita paciência pra falar de mim. Talvez por não ter muito saco pra auto-análise é que eu seja feliz, simplesmente porque decidi não teorizar nem burocratizar a felicidade.
Felicidade é bom, mas às vezes irrita, aí vem os momentos de agonia pra trazer de volta o equilíbrio e lembrar como é bom ser feliz. O fato é que quando se é feliz tem-se uma facilidade grande de atrair pessoas que ainda presas a padrões de felicidade, irritam-se quando não se percebem felizes e acabam se afastando de você.
Tudo bem, a vida sem dialética também não tem graça!
E é por isso que contradizendo o que eu sempre digo, resolvi me mostrar um pouco mais nesse blog; escrever algumas coisas minhas pra ver se não me sinto um plágio tão grande dos poetas.
Ah, os poetas... eles me decifram mais do que eu a mim mesma... fui escrita numa espécie de código antigo que só as almas profundas mesmo... [mas esse é um outro capítulo]
Esses dias (em abril ou maio) revi metade da minha vida nas letras de Cazuza e entrei em ebulição vendo um DVD. Resolvi parafraseá-lo aqui:
Não me elegeram a Garota do Fantástico,
Me sinto um museu de grandes novidades.
Sou exagerada até nas coisas mais banais,
Pra mim é sempre tudo ou nunca mais.
Mentiras? Só as sinceras me interessam.
Lavando a cara de manhã, pergunto pro espelho:
Por que a gente é assim?
Eu sei, eu não posso causar mau nenhum,
Mas tudo bem, eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou!
Quem sabe ainda sou uma garotinha, esperando...
Pequenas porções de ilusão...
Bobeira não viver a realidade!
A vida é louca e breve!
Quem tem um sonho não dança,
Então eu fui alistada pela Faculdade.
Pude seguir a minha estrela,
Ganhar ou perder, sem engano;
Não há promessas, é só um novo lugar.
Hoje, mudo plantas de lugar,
Nadando contra a corrente
Pra exercitar o músculo que sente.
Meu cartão de crédito é uma navalha
Mas de vez em quando tenho tempo pra cantar,
Transformar o tédio em melodia
Deixando escapar segredos...
A nossa música nunca mais tocou,
Mas essa é a vida que eu quis!
Raspas e restos me interessam!
Meu pai dizia: Jovem, você está muito avançada!
Ele via o futuro repetir o passado
E eu acreditava: A sociedade está pronta pra ligar o alarme.
Hoje vejo que a poesia a gente não vive
É só a mentira que a minha vaidade quer.
Jovem, você votou errado!
Meu partido é um coração partido...
Desperdicei o meu mel entre os meus inimigos, beija-flor
E os meus inimigos estão no poder.
Pois assim se ganha mais dinheiro...
Eu vejo grana, eu vejo dor
E nessa novela eu não quero ser seu amigo.
Mas, Ideologia?! Eu tenho uma pra viver!
Vem comigo, no caminho eu te explico, vai ser divertido!
Não ligue pra essas caras tristes
Cada aeroporto é um nome no papel...
O dia faz tudo pra ficar infinito
E viver só é bom nas curvas da estrada.
Partida e chegada, despedidas desnecessárias
Ninguém vai nos perdoar, mas nosso crime compensa.
Vivo pra que qualquer um na rua, beija-flor, possa não viver.
Pra que o Brasil não precise de sócio, nesse novo negócio...
Pro dia nascer feliz e não viver da caridade de quem me detesta.
Confie em mim! E agora vambora...
Eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo
Pra ninguém precisar mendigar, roubar, matar
Pra poder usar de tanta Educação,
Ser pão, ser comida e algum trocado pra dar garantia.
Eu sou poeta e to aprendendo a amar...
Tranqüilo? Só se for com sabor de fruta mordida.
Café sem açúcar, dança sem par...
Solidão que nada! Não me avise quando for embora!
Odeio amor inventado...
Quero todo amor que houver nessa vida!
Matar a sede na saliva com mil rosas roubadas
Nem sempre a dois, mas com tanta coisa em comum
Segredos de liquidificador: chora e se abre, acaba e reata comigo
Paixão cruel desenfreada, exagerada...
Destinos não são traçados na maternidade.
Por enquanto vou fechando e abrindo a geladeira a noite inteira
Fantasiando em segredo o ponto onde quero chegar.
Me dá um medo...
Para um plágio descarado até que ficou bem original!!!
[coisa minha... abril/maio 2009...]

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Som do Coração...

Coloquei o blog como minha pág inicial do iexplorer pra ver se assim me sinto compelida a escrever...
Hoje criei um Twitter pra mim... confesso que muito mais pela curiosidade de saber o que é esse troço de que estão falando tanto, do que por qualquer outra coisa. Se até o fim da semana ele não me morder, quem sabe eu continuo usando.
Assisti a um filme belíssimo "August Rush - traduzido como O Som do Coração". Ele entrará para a lista dos Eu Recomendo, com certeza, mas não consegui esperar tanto para comentá-lo. A mensagem mais gostosa que ele me deixou foi "A Música nasce e vive dentro de nós, algumas pessoas ouvem, outras não." (adoro filmes que me deixam o dia todo pensando sobre eles, sentindo novidades, refazendo as falas...)
Mas, de fato, passei o dia pensando se estou ou não ouvindo a minha música.
A música está em todos os lugares, tem momentos em que ela até nos sufoca de tanto que quer ser cantada, tocada, mostrada. Tem horas em que ela quer ficar quietinha, sendo tocada baixinho pelos nossos sinais vitais. Minha mãe sempre falou dessa tal história de "pegar na música"... dizem ser loucura, mas claro que ela é palpável!!! Se até os surdos podem sentí-la vibrar, óbvio que a música é palpável....
Algumas pessoas sentem a música em melodias, imaginam acordes, arranjos, combinações harmônicas... outras, como eu, sentem a música em poesia, visualizam letras, rimas, métricas, os sentimentos de quem compôs... e por poder ser sentida de formas diferentes é que pode ser arte!!!
Uma das minhas grandes frustrações, é não ter aprendido a tocar piano. Quando criança eu até tentei: ficava tocando um tecladinho de minha vó, enquanto ela tentava colocar na minha cabeça que MiSolSiReFá - FaLaDoMi -- SolSiReFaLá - LaDoMiSol.... considerei que as partituras eram hieróglifos e que eu nunca estaria à altura delas... não tinha ouvido musical mesmo, então fui jogar bola e subir em árvore que era mais divertido... perdi a chance...
Mas tudo bem, o que seriam dos grandes músicos senão os músicos frustrados para admirá-los??
Porém, assim como poesia, cada um tem sua própria música. Não podemos jamais desistir de ouví-la... esse é o verdadeiro Som do Coração...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Onde está Wally??

Hoje me deu saudade e resolvi escrever...
Dia de saudade de muita coisa e de muitas pessoas...
Dia de raiva da distância, e de amor pela proximidade. É sempre assim, pra estarmos perto de um temos que estar longe de outros e pra longe de outros acabamos perto de uns. Enfim... meu coração sempre nada dividido pelos sete mares, convive com os dualismos da minha personalidade, com a capacidade que tenho de amar muitas pessoas ao mesmo tempo e por isso não me dedicar a nenhuma delas (talvez...).
Hoje fucei orkut de amigos, olhei álbuns de fotos antigas, mandei e-mails que deveria ter mandado há tempos e outros dos quais talvez eu me arrependa e até não mandei um que queria ter mandado. Coloquei fotos no orkut, coisa que tb estava sem paciência há muito...
Pra ser sincera, a vida digital não me apetece muito. É mais fácil escrever em um pedaço de papel que daqui há uns 7 anos eu vou achar amarelado em uma gaveta, do que nesse blog. Sou tradicional, piegas, admiro o amor romântico, sofro dos platônicos e etc e tal... não posso fazer nada se a idéia da minha vida devassada as vezes me assusta.
Não vou prometer pela milésima vez ser assídua nesse blog, na verdade, nunca serei! Escreverei assim, de sobressalto, qdo um grito me vier à garganta (é mais fonoaudiologicamente correto).
E por falar em Fonoaudiologia, ela me completa. E tenho trabalhado tanto, que só me sobra tempo para as saudades, resumidas aqui na madrugada de um feriado chato de são joão sem novidades.

domingo, 8 de março de 2009

Paraíso Particular


Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Coisa de Cecília Meireles... [feita pra me descrever...]

E porque tenho fases como a Lua é que desapareço, mas sempre volto...